Comunidade Quilombola Santo Antônio dos Pretos – Foto: Geraldo Kosinski

No Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca, celebrado em 17 de junho, a Comunidade Quilombola Santo Antônio dos Pretos, em Codó (MA), recebe o lançamento do Projeto Redes pela Conservação, uma iniciativa internacional financiada pela Iniciativa Internacional para o Clima (IKI), do Governo da Alemanha, voltada à proteção dos biomas brasileiros, ao enfrentamento das mudanças climáticas e ao fortalecimento das comunidades tradicionais.

Com investimento total de 30 milhões de euros ao longo de seis anos, o projeto será implementado em todos os estados do Nordeste e em Minas Gerais, promovendo ações de combate ao desmatamento e conservação dos biomas Cerrado, Caatinga, Pantanal, Mata Atlântica e Pampa.

A IKI é um dos principais instrumentos da cooperação climática internacional da Alemanha e apoia projetos inovadores em todo o mundo voltados à proteção da biodiversidade, redução das emissões de gases de efeito estufa e adaptação às mudanças climáticas. O financiamento do Redes pela Conservação é realizado por meio do Ministério Federal do Ambiente, Ação Climática, Conservação da Natureza e Segurança Nuclear da Alemanha (BMUKN).

No Brasil, o projeto é executado por um consórcio formado pela Cáritas Alemanha, Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), Rede Cerrado e Rede Ecovida, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). No Maranhão, a implementação é conduzida pela Associação Solidariedade Libertadora (Assolib).

No estado, cerca de 500 famílias da zona rural serão beneficiadas. Além da Comunidade Quilombola Santo Antônio dos Pretos, o projeto atenderá os territórios quilombolas de Santa Joana e Matões dos Moreira, também localizados em Codó. As ações incluem o fortalecimento da agricultura familiar, a promoção de práticas sustentáveis de uso da terra, o apoio à adaptação climática, a valorização dos direitos territoriais e o incentivo à economia solidária.

O lançamento do projeto reforça a importância da cooperação internacional para enfrentar desafios ambientais globais e demonstra como investimentos climáticos podem gerar benefícios concretos para comunidades locais, contribuindo simultaneamente para a conservação dos ecossistemas e para o desenvolvimento sustentável dos territórios.