Linha do tempo

IKI e o Brasil

O Brasil ocupa um lugar singular na história da IKI. Desde 2008, o país tem sido um território-chave para a implementação de políticas públicas ambiciosas, soluções inovadoras e formas de cooperação internacional com forte enraizamento local.

Ao longo dos anos, a atuação da IKI no Brasil acompanhou, e muitas vezes impulsionou, marcos importantes da agenda climática nacional: novas estruturas de governança, planos setoriais, instrumentos de financiamento, espaços de participação e articulação entre diferentes esferas de governo e sociedade.

Esta linha do tempo apresenta os principais momentos dessa trajetória, com destaque para eventos, acordos, visitas técnicas e iniciativas que moldaram o modo como a IKI se conecta ao Brasil: não apenas como financiadora, mas como parceira no fortalecimento de capacidades, na promoção de justiça climática e na valorização da biodiversidade brasileira como bem comum global.

2008

Nasce a IKI com recursos de leilões de carbono

Por iniciativa do Ministério Alemão do Meio Ambiente (BMU), com fundo de 120 milhões de euros para construção de uma sociedade mais amiga do clima e da biodiversidade. Criada com recursos oriundos da venda de certificados de emissão de carbono na Alemanha, a IKI teve como um de seus principais focos a proteção de florestas tropicais e o uso sustentável do solo. Em 2008, o Brasil passou a integrar a rede de países parceiros da IKI, com projetos pioneiros voltados à mitigação das mudanças climáticas, proteção de áreas ambientais e transição energética. Essas iniciativas inauguraram o portfólio IKI Brasil, reforçando a parceria entre os governos brasileiro e alemão em torno da sustentabilidade e da conservação das florestas tropicais.

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Novembro de 2008

Primeiros projetos da IKI no Brasil

O Brasil foi um dos primeiros países a receber recursos da IKI, dada sua importância estratégica para o equilíbrio climático global e a proteção da biodiversidade. O portfólio inicial incluiu projetos de mitigação de emissões, energias renováveis, proteção de florestas tropicais e planejamento ambiental, executados em parceria com instituições federais, estaduais e organizações da sociedade civil. Essas primeiras experiências serviram como laboratório para o desenvolvimento de metodologias de cooperação técnica que até hoje moldam a atuação da IKI no país.

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2010

Acordo de Nagoya inaugura a década das Metas de Aichi

Em 2010, durante a COP10 da CDB, governos adotaram o Plano Estratégico para a Biodiversidade 2011–2020 e as Metas de Aichi, estabelecendo parâmetros globais para conservação e uso sustentável da biodiversidade. A IKI respondeu a esse marco com a criação de um fundo específico para conservação, apoiando projetos como o TEEB – Economia dos Ecossistemas e da Biodiversidade, voltado a demonstrar o valor econômico da natureza. No Brasil, o programa REDD Early Movers (REM), iniciado no Acre, foi um dos primeiros a reconhecer e remunerar ações pioneiras de redução do desmatamento.

A participação da IKI na Rio+20 (2012) consolidou sua presença internacional, com destaque para a agenda florestal e de biodiversidade.

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Julho de 2011

TEEB – A Economia dos Ecossistemas e da Biodiversidade

O projeto TEEB (The Economics of Ecosystems and Biodiversity) foi o primeiro apoiado pelo fundo de biodiversidade da IKI no Brasil. A iniciativa buscou demonstrar o valor econômico da natureza, apoiando governos e tomadores de decisão na incorporação de serviços ecossistêmicos em políticas públicas e no planejamento econômico. O foco no bioma Mata Atlântica foi pioneiro ao traduzir o papel da biodiversidade em indicadores econômicos e sociais, fortalecendo argumentos para a proteção de áreas naturais e a adoção de práticas produtivas sustentáveis.

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Junho de 2012

Rio+20 e fortalecimento da agenda climática global

A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, conhecida como Rio+20, realizada em junho de 2012, marcou o 20º aniversário da histórica ECO-92 e consolidou o Brasil como um ator central na agenda ambiental e climática internacional. Com mais de 45 mil participantes — entre chefes de Estado, representantes da sociedade civil, do setor privado e de organizações multilaterais — a conferência discutiu os pilares do desenvolvimento sustentável, a erradicação da pobreza e a transição para uma economia verde inclusiva.

 

A IKI participou ativamente desse marco, organizando eventos paralelos e painéis em parceria com o Ministério do Meio Ambiente do Brasil, que apresentaram resultados concretos de projetos em andamento no país. Entre os temas em destaque estavam a conservação da biodiversidade, o uso sustentável do solo, o financiamento climático e o manejo de florestas tropicais.

 

Durante a Rio+20, a IKI reforçou sua identidade como uma ponte entre política internacional e ação local, mostrando como a cooperação entre Alemanha e Brasil podia gerar impactos mensuráveis na proteção de ecossistemas e na mitigação de emissões de carbono. Essa presença também simbolizou a consolidação de uma década de diplomacia ambiental entre os dois países, antecipando os debates que culminariam, poucos anos depois, no Acordo de Paris (2015).

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Novembro de 2012

REDD Early Movers (REM) — Acre como piloto global

Com o apoio da IKI, o estado do Acre tornou-se pioneiro mundial em pagamentos por resultados de redução de desmatamento, por meio do programa REDD Early Movers (REM). O modelo inovador reconhece e remunera ações de conservação e manejo sustentável das florestas, fortalecendo a economia local e incentivando políticas públicas de desmatamento zero. O sucesso do REM inspirou programas semelhantes na Colômbia, Equador e Indonésia, tornando-se uma das experiências mais replicadas do portfólio da IKI.

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Entre 2013 e 2016

Do Acordo de Varsóvia ao Acordo de Paris

Entre 2013 e 2016, a agenda climática global entrou em uma nova fase de ambição e diplomacia. A IKI teve papel decisivo nesse processo, apoiando governos, cientistas e sociedade civil na construção dos compromissos que culminariam no Acordo de Paris (2015) — o tratado climático mais importante do século XXI.

Do Acordo de Varsóvia ao Acordo de Paris

Durante a COP19, realizada em Varsóvia (Polônia) em 2013, foi definido o marco para que cada país apresentasse suas Contribuições Nacionalmente Determinadas (INDCs) — documentos que descrevem as metas e estratégias de mitigação e adaptação às mudanças climáticas. A IKI se tornou um dos principais mecanismos de suporte técnico e político para essa tarefa, financiando projetos que ajudaram países em desenvolvimento a medir emissões, elaborar inventários de gases de efeito estufa, definir metas e construir cenários de redução.

Entre as principais iniciativas desse período destacam-se:

  • SPIPA – Strategic Partnerships for the Implementation of the Paris Agreement
    Criado em parceria com a União Europeia, o SPIPA buscou fortalecer capacidades institucionais e de governança em países-chave para a diplomacia climática, incluindo Brasil, China, Índia e África do Sul.
    No Brasil, o programa foi implementado com o apoio da GIZ, fomentando diálogo interministerial, intercâmbio técnico e estudos sobre políticas de precificação de carbono, transição energética e cooperação científica em clima.
    As experiências brasileiras subsidiaram debates internacionais e ajudaram a estruturar políticas de transparência e mensuração de emissões que hoje fazem parte do Sistema Nacional de Informações sobre Mudança do Clima (SINAMC).
  • From NDCs to Pathways and Policies
    O projeto apoiou diretamente a transição das INDCs para NDCs (Contribuições Determinadas Nacionalmente) após a adoção do Acordo de Paris. No caso do Brasil, promoveu oficinas técnicas e estudos voltados à integração das metas climáticas com políticas setoriais — em especial nas áreas de energia, agricultura e uso da terra.
    O projeto estimulou o diálogo entre ministérios e governos subnacionais, e ajudou a alinhar as estratégias brasileiras de mitigação com os princípios do Acordo de Paris, reforçando a coerência entre planejamento nacional, políticas públicas e compromissos internacionais.

A assinatura do Acordo de Paris, em dezembro de 2015, representou um ponto de virada para a cooperação internacional. A IKI passou a concentrar esforços em apoio à implementação das NDCs, ao financiamento climático e à transparência global, priorizando países de alta relevância climática — entre eles, o Brasil. No país, esse período marcou uma expansão significativa do portfólio IKI: surgiram projetos voltados à eficiência energética, monitoramento florestal, planejamento urbano de baixo carbono e instrumentos financeiros verdes. A colaboração entre Alemanha e Brasil se intensificou, promovendo uma visão integrada entre política climática, biodiversidade e desenvolvimento sustentável.

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Maio de 2017

1ª Chamada Temática Global da IKI e Criação da Interface IKI Brasil

O ano de 2017 representou um ponto de inflexão na trajetória da Iniciativa Internacional para o Clima (IKI) e, em especial, na consolidação de sua presença no Brasil. Após quase uma década de atuação global, a IKI passou por um processo de reorientação estratégica, buscando alinhar-se aos princípios do Acordo de Paris e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU.

1ª Chamada Temática Global da IKI e Criação da Interface IKI Brasil

1ª Chamada Temática Global da IKI

Em maio de 2017, foi lançada a Primeira Chamada Temática Global da IKI, abrindo espaço para que instituições públicas, privadas e da sociedade civil apresentassem propostas inovadoras de ação climática.
O processo recebeu 267 propostas de diferentes países, e resultou na seleção de 10 projetos pioneiros, com foco em temas como:

  • Governança climática e transparência internacional;
  • Mitigação e adaptação integradas;
  • Soluções baseadas na natureza (NbS);
  • Finanças climáticas e investimento verde;
  • Proteção da biodiversidade em territórios vulneráveis;
  • Fortalecimento de capacidades para implementação das NDCs.

A chamada foi um divisor de águas. Ela ampliou o alcance da IKI, priorizando projetos com abordagens sistêmicas e de impacto mensurável, que conectassem governos, ciência, setor privado e comunidades locais.
No Brasil, diversos parceiros se envolveram em propostas voltadas à transição energética, agricultura sustentável e conservação da biodiversidade, estabelecendo as bases do que viria a ser uma nova geração de projetos de cooperação internacional.

Criação da Interface IKI Brasil

Foi nesse mesmo ano que nasceu a Interface IKI Brasil, implementada pela Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ), em parceria com o Ministério do Meio Ambiente (MMA).
A criação da Interface atendeu a uma necessidade clara: articular os projetos IKI existentes no país, criar sinergias entre diferentes níveis de atuação (bilateral, regional e global) e fortalecer a visibilidade institucional da IKI no Brasil.

A Interface assumiu o papel de plataforma de conexão e conhecimento, promovendo intercâmbio entre gestores públicos, pesquisadores, sociedade civil e setor privado. Sua missão foi — e continua sendo — transformar o portfólio de projetos em uma rede viva, onde o aprendizado coletivo e a comunicação integrada são vistos como pilares estratégicos.

Desde sua criação, a Interface IKI Brasil tornou-se o ponto de convergência da cooperação climática germano-brasileira, responsável por sistematizar informações, promover diálogos multissetoriais, apoiar a gestão do conhecimento e fortalecer a presença da IKI em fóruns nacionais e internacionais.

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Novembro de 2017

1º Encontro IKI Brasil — A Rede Ganha Forma

Em novembro de 2017, Brasília sediou o primeiro Encontro IKI Brasil, que reuniu pela primeira vez todos os projetos apoiados pela Iniciativa no país, além de representantes dos ministérios brasileiros, da Embaixada da Alemanha, da ZUG (Zukunft Umwelt Gesellschaft) e das organizações implementadoras.

O evento foi um marco. Mais do que uma reunião técnica, simbolizou o nascimento de uma comunidade IKI no Brasil — um espaço de escuta, troca e articulação que, desde então, se repete anualmente.
Durante o encontro, foram apresentadas experiências de campo, resultados de pesquisa e metodologias de implementação que demonstraram como ações locais podem gerar impactos globais.

As discussões sobre governança, transparência, biodiversidade e justiça climática abriram caminho para novas colaborações e inspiraram o modelo de networking e diálogo interprojetos que caracteriza a atuação da IKI Brasil até hoje.

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2018

KlimaInfo Brasil e 2º Encontro IKI – Comunicação com Impacto

O ano de 2018 marcou um novo ciclo de fortalecimento institucional da Iniciativa Internacional para o Clima (IKI) no Brasil. A rede começou a estruturar seus próprios instrumentos de comunicação, gestão do conhecimento e engajamento, criando as bases para uma presença mais visível, participativa e integrada. Como a sua primeira newsletter oficial no país: a KlimaInfo Brasil, uma publicação desenvolvida para fortalecer a comunicação entre projetos, parceiros e ministérios, e ao mesmo tempo tornar os resultados da cooperação mais acessíveis ao público internacional. Produzida inicialmente em alemão, a newsletter trazia reportagens curtas, depoimentos e destaques de projetos IKI em todo o território brasileiro, cobrindo temas como biodiversidade, energia limpa, conservação florestal e adaptação climática. Mais do que um boletim informativo, a KlimaInfo foi o embrião de uma estratégia de comunicação unificada, que traduzia a linguagem técnica da cooperação para um formato atrativo e humano.

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Setembro de 2018

Comunicação como Ferramenta de Cooperação

No segundo semestre de 2018, a Interface IKI Brasil organizou em Brasília o 2º Encontro IKI Brasil, com o tema “Clima e Biodiversidade: Comunicação com Impacto”. O evento marcou o início de uma nova etapa na trajetória da IKI no Brasil: a comunicação como instrumento de cooperação técnica. A partir daí, a Interface IKI Brasil passou a investir em linguagens mais acessíveis e visuais, conectando resultados técnicos a mensagens de sensibilização e engajamento. Um dos destaques foi o debate sobre como tornar visível o impacto da cooperação internacional, mostrando que a ação climática não se limita a relatórios e números — mas se traduz em histórias, rostos, territórios e transformações reais.

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2019 - 2021

Fortalecimento da Rede IKI Brasil e Transição Institucional na Alemanha

Entre 2019 e 2021, a Iniciativa Internacional para o Clima (IKI) consolidou sua rede de cooperação no Brasil e passou por transformações estruturais importantes na Alemanha. Foi um período de expansão temática, reflexão estratégica e resiliência, marcado pela capacidade da rede IKI de se adaptar a um contexto global desafiador — político, ambiental e sanitário.

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Outubro de 2019

3º Encontro IKI Brasil — Ação Local e Estadual para Clima e Biodiversidade

O 3º Encontro IKI Brasil, realizado em outubro de 2019, destacou o papel essencial dos governos estaduais e municipais na implementação de políticas climáticas e de biodiversidade. Sob o tema “Ação Local e Estadual para Clima e Biodiversidade”, o encontro buscou traduzir a agenda internacional em práticas concretas de governança subnacional, conectando gestores públicos, técnicos e especialistas. Representantes de estados como Acre, São Paulo, Mato Grosso e Pernambuco compartilharam experiências inovadoras em monitoramento florestal, gestão de resíduos, adaptação urbana e financiamento verde.
O evento também marcou o início de uma atuação mais intensa da Interface IKI Brasil na articulação entre níveis de governo, abrindo espaço para o diálogo federativo sobre políticas climáticas integradas.

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2020

A Rede se Reinventa na Pandemia

Com a chegada da pandemia de COVID-19, em 2020, a cooperação internacional enfrentou um desafio sem precedentes. A rede IKI Brasil, no entanto, reagiu de forma ágil e colaborativa: transformou reuniões presenciais em espaços digitais de diálogo, promoveu webinários temáticos e criou novas formas de intercâmbio remoto entre projetos, ministérios e organizações implementadoras. A experiência mostrou que a rede IKI é mais do que uma estrutura administrativa — é um ecossistema vivo de aprendizagem e confiança.

Mesmo à distância, os projetos mantiveram a colaboração ativa, e a Interface IKI Brasil desenvolveu novos mecanismos de gestão compartilhada de conhecimento, fortalecendo a integração e a visibilidade das iniciativas no território brasileiro.

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Junho de 2021

4º Encontro IKI Brasil – Financiamento Climático e Biodiversidade

Em 2021, a rede se reuniu novamente, desta vez em formato virtual, para o 4º Encontro IKI Brasil, com o tema “Financiamento Climático e da Biodiversidade”. O evento foi um marco na retomada da cooperação e contou com a presença de representantes do governo brasileiro, instituições financeiras, agências implementadoras e projetos da América Latina e Caribe. Foram debatidas estratégias para mobilizar investimentos públicos e privados voltados à transição verde, bem como instrumentos financeiros inovadores, como títulos verdes, fundos de adaptação e mecanismos de precificação de carbono. O encontro evidenciou a maturidade técnica da rede e o reconhecimento da IKI como catalisadora de políticas e instrumentos econômicos sustentáveis.

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2021

Reestruturação Institucional, Comunicação e Engajamento Regional

Durante esse mesmo período, o cenário político alemão também passou por uma transformação significativa. Com a formação de um novo governo, em 2021, o tema proteção climática tornou-se eixo central da política externa e de desenvolvimento da Alemanha. Em paralelo, a KlimaInfo Brasil evoluiu e se transformou na IKI News Brazil, uma newsletter bilíngue (português e inglês) publicada trimestralmente, que passou a retratar de forma mais integrada as ações da rede.

Reestruturação Institucional, Comunicação e Engajamento Regional

Durante esse mesmo período, o cenário político alemão também passou por uma transformação significativa. Com a formação de um novo governo, em 2021, o tema proteção climática tornou-se eixo central da política externa e de desenvolvimento da Alemanha.
A IKI passou a ser implementada de forma conjunta por três ministérios:

  • BMWK – Ministério Federal de Assuntos Econômicos e Ação Climática;
  • BMUV – Ministério Federal do Meio Ambiente, Conservação da Natureza, Segurança Nuclear e Proteção ao Consumidor;
  • AA – Ministério Federal das Relações Exteriores.

Essa nova configuração ampliou o alcance político e diplomático da IKI, reforçando sua vocação interministerial e seu papel como instrumento estratégico da política climática alemã.
Para o Brasil, essa mudança significou a consolidação de uma parceria ainda mais ampla, capaz de integrar dimensões econômicas, ambientais e sociais da transição ecológica.

Em paralelo, a KlimaInfo Brasil evoluiu e se transformou na IKI News Brazil, uma newsletter bilíngue (português e inglês) publicada trimestralmente, que passou a retratar de forma mais integrada as ações da rede.
O novo formato reforçou a visibilidade dos resultados dos projetos e fortaleceu a percepção pública da IKI como uma marca de confiança, cooperação e inovação.

A consolidação da comunicação e do engajamento regional foi também um passo decisivo para a criação, nos anos seguintes, da rede IKI LAC (América Latina e Caribe) — uma articulação que teria papel crescente na preparação para a COP30 no Brasil.

Este período simbolizou o amadurecimento da rede IKI Brasil e a reafirmação de sua relevância dentro do portfólio global da IKI. Mesmo em meio a crises globais e restrições logísticas, a rede cresceu em coesão, visibilidade e propósito. A transição institucional na Alemanha e a consolidação digital no Brasil criaram as bases para uma nova fase: mais conectada, colaborativa e estrategicamente alinhada às transformações globais que moldam a ação climática contemporânea.

A partir de 2022, a IKI Brasil já não era apenas um conjunto de projetos — era uma comunidade de prática, que aprende, comunica e transforma coletivamente.

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2022

Novos Ventos, Novo Design

O ano de 2022 marcou uma virada simbólica e estratégica para a Iniciativa Internacional para o Clima (IKI). Após o período de reestruturação institucional e retomada gradual das atividades presenciais, a IKI entrou em uma nova fase de renovação de identidade, modernização tecnológica e reconexão com parceiros.
Esse movimento refletiu tanto as mudanças políticas na Alemanha quanto a consolidação de uma governança climática mais integrada e digital em escala global.

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Outubro de 2022

5º Encontro IKI Brasil – Ligação entre Transformação Digital e Verde

Em outubro de 2022, após dois anos de restrições pandêmicas, a rede IKI Brasil voltou a se reunir presencialmente, em formato híbrido, para o 5º Encontro IKI Brasil, realizado em Brasília. O tema do evento — “Ligação entre Transformação Digital e Verde” — refletia a necessidade de integrar inovação tecnológica, ação climática e justiça socioambiental.

5º Encontro IKI Brasil – Ligação entre Transformação Digital e Verde

Em outubro de 2022, após dois anos de restrições pandêmicas, a rede IKI Brasil voltou a se reunir presencialmente, em formato híbrido, para o 5º Encontro IKI Brasil, realizado em Brasília. O tema do evento — “Ligação entre Transformação Digital e Verde” — refletia a necessidade de integrar inovação tecnológica, ação climática e justiça socioambiental.

O encontro contou com a participação de representantes dos governos do Brasil e da Alemanha, ministérios parceiros, organizações implementadoras (GIZ, WWF, ICLEI, UNDP, entre outras) e projetos da América Latina.
Durante o evento, foram discutidos temas como:

  • Transformação digital e governança climática — como a tecnologia pode acelerar o monitoramento, a transparência e a implementação das políticas climáticas;
  • Ferramentas digitais para a biodiversidade — uso de dados abertos, sistemas geoespaciais e inteligência artificial para mapear ecossistemas e apoiar decisões;
  • Justiça climática e inclusão digital — reflexão sobre como a tecnologia pode (ou não) reduzir desigualdades sociais e territoriais;
  • Soluções integradas entre digitalização e sustentabilidade — mostrando casos concretos de projetos apoiados pela IKI que aplicam tecnologia a desafios ambientais e urbanos.

Um dos momentos emblemáticos foi a mesa “Do dado à decisão”, que reuniu projetos IKI para demonstrar como o uso de dados digitais, sensores e plataformas colaborativas pode transformar a governança ambiental no Brasil. Além disso, painéis sobre capacitação tecnológica, financiamento digital verde e open data climático reforçaram a visão de que a transformação digital deve ser conduzida de maneira ética, inclusiva e orientada por resultados.

O 5º Encontro IKI Brasil foi um marco porque traduziu, em escala nacional, o conceito que começava a orientar a cooperação internacional: a ideia de que a digitalização pode ser um motor da transição ecológica justa.
Nos painéis, foi consenso que o acesso à tecnologia deve servir à transparência, à gestão pública e à democratização da informação — e não aprofundar desigualdades.

Essa convergência entre inovação, sustentabilidade e inclusão tornou-se um novo eixo de atuação da rede, inspirando projetos como o IKI Climate Footprint, o IKI Transformative Urban Coalitions e o IKI FELICITY, que integram dados, planejamento urbano e justiça climática.

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Novembro de 2022

Visita da Secretária de Estado Jennifer Morgan (AA)

No mesmo ano, a cooperação bilateral entre Brasil e Alemanha ganhou novo impulso com a visita da Secretária de Estado Jennifer Morgan, do Ministério Federal das Relações Exteriores da Alemanha (AA), ao Brasil. Durante a missão, Morgan visitou o projeto IKI ProAdapta, em Santos (SP) — uma iniciativa voltada à adaptação climática em áreas urbanas costeiras, com foco em comunidades vulneráveis. A visita incluiu um encontro com lideranças locais no Monte Serrat e com representantes da Sociedade de Melhoramentos do bairro, simbolizando a conexão entre diplomacia climática e impacto comunitário real.

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Janeiro de 2023

Visita da Ministra Steffi Lemke ao Brasil

Em janeiro de 2023, a Ministra do Meio Ambiente, Proteção da Natureza, Segurança Nuclear e Proteção ao Consumidor da Alemanha (BMUV), Steffi Lemke, visitou o Brasil por ocasião da posse do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A viagem simbolizou a reaproximação entre os dois países e o relançamento da parceria estratégica para o clima e a biodiversidade. Durante sua estadia, Lemke visitou o projeto IKI TerraMar, desenvolvido nas Áreas de Proteção Ambiental (APAs) de Guadalupe e da Costa dos Corais, em Pernambuco — uma das regiões costeiras mais biodiversas do Atlântico Sul. A ministra se reuniu com representantes do ICMBio, da GIZ, de organizações locais de pescadoras e pescadores, além de lideranças comunitárias e da academia.

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Agosto e Setembro de 2023

IKI Knowledge Journey – Aprendizado em Rede

IKI Knowledge Journey – Aprendizado em Rede

Entre agosto e setembro de 2023, a Interface IKI Brasil lançou a IKI Knowledge Journey, uma iniciativa de aprendizagem colaborativa entre projetos da rede. Inspirada em metodologias de comunidades de prática, a jornada reuniu, ao longo de quatro encontros virtuais, representantes de projetos IKI de diferentes áreas — mitigação, adaptação, biodiversidade, cidades e finanças climáticas — para promover trocas de experiência, reflexão coletiva e construção de conhecimento conjunto. Cada encontro abordou um tema central para o momento político e técnico da rede:

  1. Governança Climática e Participação — discutiu os avanços e desafios na integração entre políticas nacionais e subnacionais;
  2. Justiça Climática e Gênero — trouxe experiências de projetos com enfoque em igualdade e inclusão;
  3. Instrumentos Financeiros para a Transição Verde — explorou novas formas de mobilização de recursos;
  4. Cenários Futuros e COP30 — debateu o papel da IKI e do Brasil no cenário global até 2030.

Mais do que um ciclo de eventos, a Knowledge Journey simbolizou um novo modelo de rede horizontal, em que cada projeto é também produtor e transmissor de conhecimento. Os aprendizados foram sistematizados em relatórios e vídeos curtos, disseminados nos canais da IKI Brasil e incorporados às estratégias de comunicação e gestão do conhecimento da rede.

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Setembro de 2023

6º Encontro IKI Brasil — Rede Climática Sustentável

Em setembro de 2023, Brasília recebeu o 6º Encontro IKI Brasil, consolidando a retomada presencial dos encontros anuais e ampliando a participação de atores de diferentes setores.
Com o tema “Rede Climática Sustentável”, o evento celebrou a colaboração interprojetos e reforçou o conceito de que a força da IKI está nas conexões.

6º Encontro IKI Brasil — Rede Climática Sustentável

Em setembro de 2023, Brasília recebeu o 6º Encontro IKI Brasil, consolidando a retomada presencial dos encontros anuais e ampliando a participação de atores de diferentes setores.
Com o tema “Rede Climática Sustentável”, o evento celebrou a colaboração interprojetos e reforçou o conceito de que a força da IKI está nas conexões.

O encontro foi estruturado em três eixos de diálogo:

  • Articulação e Aprendizado — compartilhamento de boas práticas, resultados e desafios de implementação;
  • Inovação e Comunicação — estratégias conjuntas de visibilidade e engajamento público;
  • Cooperação e Justiça Climática — construção de uma agenda comum de impacto social e ambiental.

O evento contou com painéis sobre financiamento climático, economia de baixo carbono, transição justa, governança local e parcerias regionais, além de sessões colaborativas inspiradas em metodologias participativas e rodas de conversa.
A IKI Knowledge Journey foi oficialmente apresentada durante o encontro como uma ferramenta estruturante da rede, reforçando a visão de que conhecimento compartilhado é instrumento de transformação.

Participaram do evento representantes da Embaixada da Alemanha, da ZUG, de ministérios brasileiros (MMA, MRE, MF e MCTI), de projetos IKI de todo o país e de organizações parceiras internacionais.
A atmosfera foi de reencontro e reconstrução coletiva: depois de anos de encontros virtuais, a rede IKI Brasil voltava a se ver, celebrar e planejar o futuro.

O 6º Encontro também consolidou o uso da marca Encontro IKI Brasil como símbolo de pertencimento e identidade comum.

Os projetos passaram a se enxergar como parte de uma comunidade de prática nacional, conectada a um movimento internacional de transformação.

Esse sentimento de rede — de que cada projeto é um elo em uma corrente de ação climática — tornou-se a principal força da IKI no Brasil e a base para os anos seguintes.

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Março de 2024

5ª Chamada Internacional da IKI — Novas Oportunidades Globais

Em março de 2024, a IKI lançou a sua 5ª Chamada Internacional de Projetos dentro do programa IKI Small Grants, reforçando seu compromisso com a diversificação de atores e formatos de financiamento climático. A chamada, aberta a organizações de todo o mundo, priorizou propostas voltadas à mitigação e adaptação climática, preservação da biodiversidade, e desenvolvimento de instrumentos financeiros sustentáveis.

Diferentemente das edições anteriores, esta chamada incorporou novos critérios de inovação social e territorialidade, incentivando soluções comunitárias e modelos escaláveis de ação local. Com aportes entre 60 mil e 200 mil euros, os projetos selecionados passaram a compor um portfólio de iniciativas de baixo custo e alto impacto, voltadas à justiça climática, inclusão e equidade de gênero.

5ª Chamada Internacional da IKI — Novas Oportunidades Globais

Country Call Brazil — Um Marco da Cooperação Bilateral

Em paralelo à chamada internacional, a IKI lançou, também em março de 2024, a Country Call Brazil — uma chamada bilateral exclusiva para o Brasil, com orçamento de cerca de 65 milhões de euros (aproximadamente R$ 350 milhões).
Essa iniciativa foi fruto da retomada da parceria estratégica entre o governo alemão e o governo brasileiro, sinalizando uma cooperação madura, ambiciosa e voltada à transformação sistêmica.

A Country Call Brazil definiu três áreas prioritárias de investimento, alinhadas às metas climáticas nacionais e globais:

  1. Descarbonização de indústrias intensivas em emissões, especialmente os setores de aço e cimento;
  2. Combate ao desmatamento e à degradação em biomas como Cerrado, Caatinga, Pantanal, Mata Atlântica e Pampa;
  3. Adaptação climática urbana, com foco em resiliência, infraestrutura verde e gestão de riscos.

Durante o período de submissão, entre março e maio, a chamada recebeu mais de 50 ideias de projeto, das quais três foram selecionadas para a fase de formulação detalhada.
A Country Call simbolizou um avanço no modelo de financiamento climático: menos fragmentado e mais estratégico, com foco em impactos mensuráveis e parcerias de longo prazo.

O lançamento foi acompanhado de um evento conjunto entre os governos da Alemanha e do Brasil, com a presença de representantes do BMWK, BMUV, AA, MMA, MRE e ABC, reafirmando o caráter diplomático da iniciativa.
A chamada também refletiu a maturidade institucional da IKI no país: o Brasil deixava de ser apenas um beneficiário e assumia o papel de coexecutor e articulador regional da agenda climática global.

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Setembro de 2024

Lançamento do PoMuC II — Uma Nova Fase para a Interface IKI Brasil

A Cooperação Brasil-Alemanha celebrou o lançamento oficial do Programa Políticas sobre Mudança do Clima II (PoMuC II) — segunda fase do projeto de interface IKI Brasil. O evento reuniu representantes do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Embaixada da Alemanha, GIZ, ZUG e diversos projetos da rede IKI, simbolizando o início de uma etapa marcada por gestão compartilhada, integração temática e foco em resultados mensuráveis.

O PoMuC II foi concebido para fortalecer a governança e o impacto da cooperação climática no Brasil. A nova fase consolidou o PoMuC II como espinha dorsal da IKI Brasil, responsável por traduzir a cooperação internacional em políticas públicas, articulação intersetorial e soluções práticas para a mitigação e adaptação climática.  O programa também passou a desempenhar papel estratégico na preparação da rede IKI para a COP30, apoiando a sistematização de resultados, a narrativa conjunta e o posicionamento da IKI Brasil no cenário internacional.

Mais do que um novo contrato, o PoMuC II representa uma transformação de cultura: a consolidação de uma rede que aprende e evolui em conjunto, orientada pela justiça climática e pelo compromisso com um futuro sustentável para o Brasil.

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Setembro de 2024

7º Encontro IKI Brasil — Rumo à COP30: Parcerias Estratégicas por Justiça Climática

7º Encontro IKI Brasil — Rumo à COP30: Parcerias Estratégicas por Justiça Climática

Entre 28 e 29 de setembro de 2024, Brasília recebeu o 7º Encontro IKI Brasil, com o tema “Rumo à COP30: Parcerias Estratégicas por Justiça Climática”.
O evento reuniu cerca de 200 participantes, entre projetos IKI, ministérios brasileiros, organizações implementadoras, universidades e representantes da cooperação alemã, consolidando-se como o maior encontro da história da IKI no Brasil até aquele momento.

A programação incluiu painéis, oficinas e diálogos estruturados em torno de quatro eixos centrais:

  1. Participação e Justiça Climática — destacando o papel de mulheres, jovens, povos indígenas e comunidades tradicionais na governança climática;
  2. Comunicação Climática e Engajamento Público — estratégias para ampliar o alcance da pauta ambiental e combater a desinformação;
  3. Financiamento e Inovação Verde — novos mecanismos para alavancar investimentos públicos e privados;
  4. Preparação para a COP30 — alinhamento de mensagens, resultados e contribuições do portfólio IKI Brasil à agenda global.

Outro destaque do encontro foi o lançamento da campanha “Road to Belém”, criada para mobilizar a rede IKI e parceiros nacionais rumo à COP30, reforçando o papel do Brasil como anfitrião e líder da transição ecológica justa.
A campanha, coordenada pela Interface IKI Brasil e apoiada pela GIZ, trouxe narrativas inspiradoras sobre ações locais que geram impacto global, conectando histórias, pessoas e territórios.

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Outubro de 2024

Encontro Interfaces IKI América Latina e Caribe (IKI LAC) — Cooperação Regional em Movimento

A cidade de Bogotá (Colômbia) sediou o Encontro das Interfaces IKI América Latina e Caribe (IKI LAC), reunindo representantes das equipes de interface do Brasil, Colômbia, Costa Rica, México e Peru, além de integrantes da ZUG (Zentrum für Internationale Klimaschutz-Initiativen), do CDAP e de ministérios alemães.

O encontro teve como principal objetivo fortalecer a cooperação entre países parceiros da região, promovendo a troca de experiências e sinergias temáticas. Foram discutidos temas como financiamento climático regional, integração de políticas públicas, educação e comunicação climática, além de estratégias conjuntas de visibilidade e engajamento para a COP30.

O Brasil apresentou seus avanços com a Interface IKI e compartilhou práticas de gestão de conhecimento, articulação institucional e comunicação estratégica, que se tornaram referência para outros países. O evento consolidou a IKI LAC como uma rede continental de aprendizagem e cooperação, mostrando que a força da IKI está tanto na escala global quanto na capacidade de adaptação regional.

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Junho de 2025

Bonn Climate Meetings — O Brasil em Diálogo com o Mundo

Em junho de 2025, representantes da rede IKI Brasil participaram dos Bonn Climate Meetings, na Alemanha — um dos principais espaços preparatórios para a COP30. O evento reuniu cerca de 140 participantes, entre governos, instituições multilaterais, agências implementadoras e especialistas, para discutir avanços no financiamento climático, transparência global e integração entre clima e biodiversidade. Durante o encontro, o Brasil foi apresentado como caso exemplar de implementação territorial de políticas climáticas, com destaque para a integração entre mitigação e adaptação, o fortalecimento de mecanismos de governança local e a incorporação da justiça climática como princípio orientador das ações.

Representantes da GIZ, ZUG, MMA, MRE, e da Embaixada da Alemanha em Brasília participaram de painéis que mostraram como a cooperação técnica tem produzido resultados concretos — do desenvolvimento de instrumentos financeiros verdes ao apoio na revisão da NDC brasileira e à expansão de políticas subnacionais de clima. O evento também reforçou o papel da IKI como ponte entre a política global e a prática local, apresentando o modelo de gestão do PoMuC II como referência de integração, inovação e transparência para a rede internacional.

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Julho de 2025

8º Encontro IKI Brasil — Finanças Sustentáveis para Clima e Biodiversidade

No mês de julho de 2025, Brasília sediou o 8º Encontro IKI Brasil, que reuniu projetos, ministérios e parceiros sob o tema “Finanças Sustentáveis para Clima e Biodiversidade”. O evento foi concebido como um espaço de reflexão e articulação em torno de um dos maiores desafios da década: mobilizar o setor privado e os instrumentos financeiros em favor da ação climática e da proteção ambiental.

8º Encontro IKI Brasil — Finanças Sustentáveis para Clima e Biodiversidade

No mês de julho de 2025, Brasília sediou o 8º Encontro IKI Brasil, que reuniu projetos, ministérios e parceiros sob o tema “Finanças Sustentáveis para Clima e Biodiversidade”. O evento foi concebido como um espaço de reflexão e articulação em torno de um dos maiores desafios da década: mobilizar o setor privado e os instrumentos financeiros em favor da ação climática e da proteção ambiental.

Com mais de 200 participantes, o encontro contou com a presença de representantes dos ministérios MMA, MF, MCTI, MRE, do BMWK, BMUV, AA, além de instituições financeiras públicas e privadas, organizações da sociedade civil e implementadores da IKI. Foram debatidos temas como:

  • Investimento verde e mecanismos de blended finance;
  • Títulos sustentáveis e precificação de carbono;
  • Financiamento para adaptação e resiliência;
  • Economia da biodiversidade e cadeias sustentáveis.

Um dos destaques foi o painel “Investindo em Justiça Climática”, que discutiu como direcionar fluxos financeiros para iniciativas que combinam mitigação, inclusão social e geração de renda, ampliando o acesso de povos e comunidades tradicionais, jovens empreendedores e gestores locais aos mecanismos de financiamento verde. Durante o evento, foram apresentados resultados do PoMuC II e dos projetos IKI em curso, mostrando como o apoio técnico e financeiro da cooperação germano-brasileira tem impulsionado transformações setoriais — do planejamento urbano sustentável à transição energética justa.

O encontro também serviu como espaço preparatório para as atividades da IKI na COP30, alinhando mensagens e resultados a serem apresentados na conferência.

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Novembro de 2025

COP30 Belém

Em novembro de 2025, o Brasil sedia pela primeira vez uma Conferência das Partes (COP) sobre clima. A COP30, realizada em Belém do Pará, representou um marco não apenas para a diplomacia climática brasileira, mas também para a visibilidade da Iniciativa Internacional para o Clima (IKI) e de toda a rede de projetos apoiados pela Alemanha no país. A escolha de Belém — cidade situada no coração da Amazônia — simboliza o reencontro entre o debate climático global e a realidade dos territórios que concentram a maior biodiversidade do planeta.