IKI e o Brasil
O Brasil ocupa um lugar singular na história da IKI. Desde 2008, o país tem sido um território-chave para a implementação de políticas públicas ambiciosas, soluções inovadoras e formas de cooperação internacional com forte enraizamento local.
Ao longo dos anos, a atuação da IKI no Brasil acompanhou, e muitas vezes impulsionou, marcos importantes da agenda climática nacional: novas estruturas de governança, planos setoriais, instrumentos de financiamento, espaços de participação e articulação entre diferentes esferas de governo e sociedade.
Esta linha do tempo apresenta os principais momentos dessa trajetória, com destaque para eventos, acordos, visitas técnicas e iniciativas que moldaram o modo como a IKI se conecta ao Brasil: não apenas como financiadora, mas como parceira no fortalecimento de capacidades, na promoção de justiça climática e na valorização da biodiversidade brasileira como bem comum global.
Nasce a IKI com recursos de leilões de carbono
Por iniciativa do Ministério Alemão do Meio Ambiente (BMU), com fundo de 120 milhões de euros para construção de uma sociedade mais amiga do clima e da biodiversidade. Criada com recursos oriundos da venda de certificados de emissão de carbono na Alemanha, a IKI teve como um de seus principais focos a proteção de florestas tropicais e o uso sustentável do solo. Em 2008, o Brasil passou a integrar a rede de países parceiros da IKI, com projetos pioneiros voltados à mitigação das mudanças climáticas, proteção de áreas ambientais e transição energética. Essas iniciativas inauguraram o portfólio IKI Brasil, reforçando a parceria entre os governos brasileiro e alemão em torno da sustentabilidade e da conservação das florestas tropicais.
Primeiros projetos da IKI no Brasil
O Brasil foi um dos primeiros países a receber recursos da IKI, dada sua importância estratégica para o equilíbrio climático global e a proteção da biodiversidade. O portfólio inicial incluiu projetos de mitigação de emissões, energias renováveis, proteção de florestas tropicais e planejamento ambiental, executados em parceria com instituições federais, estaduais e organizações da sociedade civil. Essas primeiras experiências serviram como laboratório para o desenvolvimento de metodologias de cooperação técnica que até hoje moldam a atuação da IKI no país.
Acordo de Nagoya inaugura a década das Metas de Aichi
Em 2010, durante a COP10 da CDB, governos adotaram o Plano Estratégico para a Biodiversidade 2011–2020 e as Metas de Aichi, estabelecendo parâmetros globais para conservação e uso sustentável da biodiversidade. A IKI respondeu a esse marco com a criação de um fundo específico para conservação, apoiando projetos como o TEEB – Economia dos Ecossistemas e da Biodiversidade, voltado a demonstrar o valor econômico da natureza. No Brasil, o programa REDD Early Movers (REM), iniciado no Acre, foi um dos primeiros a reconhecer e remunerar ações pioneiras de redução do desmatamento.
A participação da IKI na Rio+20 (2012) consolidou sua presença internacional, com destaque para a agenda florestal e de biodiversidade.
TEEB – A Economia dos Ecossistemas e da Biodiversidade
O projeto TEEB (The Economics of Ecosystems and Biodiversity) foi o primeiro apoiado pelo fundo de biodiversidade da IKI no Brasil. A iniciativa buscou demonstrar o valor econômico da natureza, apoiando governos e tomadores de decisão na incorporação de serviços ecossistêmicos em políticas públicas e no planejamento econômico. O foco no bioma Mata Atlântica foi pioneiro ao traduzir o papel da biodiversidade em indicadores econômicos e sociais, fortalecendo argumentos para a proteção de áreas naturais e a adoção de práticas produtivas sustentáveis.
Rio+20 e fortalecimento da agenda climática global
A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, conhecida como Rio+20, realizada em junho de 2012, marcou o 20º aniversário da histórica ECO-92 e consolidou o Brasil como um ator central na agenda ambiental e climática internacional. Com mais de 45 mil participantes — entre chefes de Estado, representantes da sociedade civil, do setor privado e de organizações multilaterais — a conferência discutiu os pilares do desenvolvimento sustentável, a erradicação da pobreza e a transição para uma economia verde inclusiva.
A IKI participou ativamente desse marco, organizando eventos paralelos e painéis em parceria com o Ministério do Meio Ambiente do Brasil, que apresentaram resultados concretos de projetos em andamento no país. Entre os temas em destaque estavam a conservação da biodiversidade, o uso sustentável do solo, o financiamento climático e o manejo de florestas tropicais.
Durante a Rio+20, a IKI reforçou sua identidade como uma ponte entre política internacional e ação local, mostrando como a cooperação entre Alemanha e Brasil podia gerar impactos mensuráveis na proteção de ecossistemas e na mitigação de emissões de carbono. Essa presença também simbolizou a consolidação de uma década de diplomacia ambiental entre os dois países, antecipando os debates que culminariam, poucos anos depois, no Acordo de Paris (2015).
REDD Early Movers (REM) — Acre como piloto global
Com o apoio da IKI, o estado do Acre tornou-se pioneiro mundial em pagamentos por resultados de redução de desmatamento, por meio do programa REDD Early Movers (REM). O modelo inovador reconhece e remunera ações de conservação e manejo sustentável das florestas, fortalecendo a economia local e incentivando políticas públicas de desmatamento zero. O sucesso do REM inspirou programas semelhantes na Colômbia, Equador e Indonésia, tornando-se uma das experiências mais replicadas do portfólio da IKI.
Do Acordo de Varsóvia ao Acordo de Paris
Entre 2013 e 2016, a agenda climática global entrou em uma nova fase de ambição e diplomacia. A IKI teve papel decisivo nesse processo, apoiando governos, cientistas e sociedade civil na construção dos compromissos que culminariam no Acordo de Paris (2015) — o tratado climático mais importante do século XXI.
1ª Chamada Temática Global da IKI e Criação da Interface IKI Brasil
O ano de 2017 representou um ponto de inflexão na trajetória da Iniciativa Internacional para o Clima (IKI) e, em especial, na consolidação de sua presença no Brasil. Após quase uma década de atuação global, a IKI passou por um processo de reorientação estratégica, buscando alinhar-se aos princípios do Acordo de Paris e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU.
1º Encontro IKI Brasil — A Rede Ganha Forma
Em novembro de 2017, Brasília sediou o primeiro Encontro IKI Brasil, que reuniu pela primeira vez todos os projetos apoiados pela Iniciativa no país, além de representantes dos ministérios brasileiros, da Embaixada da Alemanha, da ZUG (Zukunft Umwelt Gesellschaft) e das organizações implementadoras.
O evento foi um marco. Mais do que uma reunião técnica, simbolizou o nascimento de uma comunidade IKI no Brasil — um espaço de escuta, troca e articulação que, desde então, se repete anualmente.
Durante o encontro, foram apresentadas experiências de campo, resultados de pesquisa e metodologias de implementação que demonstraram como ações locais podem gerar impactos globais.
As discussões sobre governança, transparência, biodiversidade e justiça climática abriram caminho para novas colaborações e inspiraram o modelo de networking e diálogo interprojetos que caracteriza a atuação da IKI Brasil até hoje.
KlimaInfo Brasil e 2º Encontro IKI – Comunicação com Impacto
O ano de 2018 marcou um novo ciclo de fortalecimento institucional da Iniciativa Internacional para o Clima (IKI) no Brasil. A rede começou a estruturar seus próprios instrumentos de comunicação, gestão do conhecimento e engajamento, criando as bases para uma presença mais visível, participativa e integrada. Como a sua primeira newsletter oficial no país: a KlimaInfo Brasil, uma publicação desenvolvida para fortalecer a comunicação entre projetos, parceiros e ministérios, e ao mesmo tempo tornar os resultados da cooperação mais acessíveis ao público internacional. Produzida inicialmente em alemão, a newsletter trazia reportagens curtas, depoimentos e destaques de projetos IKI em todo o território brasileiro, cobrindo temas como biodiversidade, energia limpa, conservação florestal e adaptação climática. Mais do que um boletim informativo, a KlimaInfo foi o embrião de uma estratégia de comunicação unificada, que traduzia a linguagem técnica da cooperação para um formato atrativo e humano.
Comunicação como Ferramenta de Cooperação
No segundo semestre de 2018, a Interface IKI Brasil organizou em Brasília o 2º Encontro IKI Brasil, com o tema “Clima e Biodiversidade: Comunicação com Impacto”. O evento marcou o início de uma nova etapa na trajetória da IKI no Brasil: a comunicação como instrumento de cooperação técnica. A partir daí, a Interface IKI Brasil passou a investir em linguagens mais acessíveis e visuais, conectando resultados técnicos a mensagens de sensibilização e engajamento. Um dos destaques foi o debate sobre como tornar visível o impacto da cooperação internacional, mostrando que a ação climática não se limita a relatórios e números — mas se traduz em histórias, rostos, territórios e transformações reais.
Fortalecimento da Rede IKI Brasil e Transição Institucional na Alemanha
Entre 2019 e 2021, a Iniciativa Internacional para o Clima (IKI) consolidou sua rede de cooperação no Brasil e passou por transformações estruturais importantes na Alemanha. Foi um período de expansão temática, reflexão estratégica e resiliência, marcado pela capacidade da rede IKI de se adaptar a um contexto global desafiador — político, ambiental e sanitário.
3º Encontro IKI Brasil — Ação Local e Estadual para Clima e Biodiversidade
O 3º Encontro IKI Brasil, realizado em outubro de 2019, destacou o papel essencial dos governos estaduais e municipais na implementação de políticas climáticas e de biodiversidade. Sob o tema “Ação Local e Estadual para Clima e Biodiversidade”, o encontro buscou traduzir a agenda internacional em práticas concretas de governança subnacional, conectando gestores públicos, técnicos e especialistas. Representantes de estados como Acre, São Paulo, Mato Grosso e Pernambuco compartilharam experiências inovadoras em monitoramento florestal, gestão de resíduos, adaptação urbana e financiamento verde.
O evento também marcou o início de uma atuação mais intensa da Interface IKI Brasil na articulação entre níveis de governo, abrindo espaço para o diálogo federativo sobre políticas climáticas integradas.
A Rede se Reinventa na Pandemia
Com a chegada da pandemia de COVID-19, em 2020, a cooperação internacional enfrentou um desafio sem precedentes. A rede IKI Brasil, no entanto, reagiu de forma ágil e colaborativa: transformou reuniões presenciais em espaços digitais de diálogo, promoveu webinários temáticos e criou novas formas de intercâmbio remoto entre projetos, ministérios e organizações implementadoras. A experiência mostrou que a rede IKI é mais do que uma estrutura administrativa — é um ecossistema vivo de aprendizagem e confiança.
Mesmo à distância, os projetos mantiveram a colaboração ativa, e a Interface IKI Brasil desenvolveu novos mecanismos de gestão compartilhada de conhecimento, fortalecendo a integração e a visibilidade das iniciativas no território brasileiro.
4º Encontro IKI Brasil – Financiamento Climático e Biodiversidade
Em 2021, a rede se reuniu novamente, desta vez em formato virtual, para o 4º Encontro IKI Brasil, com o tema “Financiamento Climático e da Biodiversidade”. O evento foi um marco na retomada da cooperação e contou com a presença de representantes do governo brasileiro, instituições financeiras, agências implementadoras e projetos da América Latina e Caribe. Foram debatidas estratégias para mobilizar investimentos públicos e privados voltados à transição verde, bem como instrumentos financeiros inovadores, como títulos verdes, fundos de adaptação e mecanismos de precificação de carbono. O encontro evidenciou a maturidade técnica da rede e o reconhecimento da IKI como catalisadora de políticas e instrumentos econômicos sustentáveis.
Reestruturação Institucional, Comunicação e Engajamento Regional
Durante esse mesmo período, o cenário político alemão também passou por uma transformação significativa. Com a formação de um novo governo, em 2021, o tema proteção climática tornou-se eixo central da política externa e de desenvolvimento da Alemanha. Em paralelo, a KlimaInfo Brasil evoluiu e se transformou na IKI News Brazil, uma newsletter bilíngue (português e inglês) publicada trimestralmente, que passou a retratar de forma mais integrada as ações da rede.
Novos Ventos, Novo Design
O ano de 2022 marcou uma virada simbólica e estratégica para a Iniciativa Internacional para o Clima (IKI). Após o período de reestruturação institucional e retomada gradual das atividades presenciais, a IKI entrou em uma nova fase de renovação de identidade, modernização tecnológica e reconexão com parceiros.
Esse movimento refletiu tanto as mudanças políticas na Alemanha quanto a consolidação de uma governança climática mais integrada e digital em escala global.
5º Encontro IKI Brasil – Ligação entre Transformação Digital e Verde
Em outubro de 2022, após dois anos de restrições pandêmicas, a rede IKI Brasil voltou a se reunir presencialmente, em formato híbrido, para o 5º Encontro IKI Brasil, realizado em Brasília. O tema do evento — “Ligação entre Transformação Digital e Verde” — refletia a necessidade de integrar inovação tecnológica, ação climática e justiça socioambiental.
Visita da Secretária de Estado Jennifer Morgan (AA)
No mesmo ano, a cooperação bilateral entre Brasil e Alemanha ganhou novo impulso com a visita da Secretária de Estado Jennifer Morgan, do Ministério Federal das Relações Exteriores da Alemanha (AA), ao Brasil. Durante a missão, Morgan visitou o projeto IKI ProAdapta, em Santos (SP) — uma iniciativa voltada à adaptação climática em áreas urbanas costeiras, com foco em comunidades vulneráveis. A visita incluiu um encontro com lideranças locais no Monte Serrat e com representantes da Sociedade de Melhoramentos do bairro, simbolizando a conexão entre diplomacia climática e impacto comunitário real.
Visita da Ministra Steffi Lemke ao Brasil
Em janeiro de 2023, a Ministra do Meio Ambiente, Proteção da Natureza, Segurança Nuclear e Proteção ao Consumidor da Alemanha (BMUV), Steffi Lemke, visitou o Brasil por ocasião da posse do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A viagem simbolizou a reaproximação entre os dois países e o relançamento da parceria estratégica para o clima e a biodiversidade. Durante sua estadia, Lemke visitou o projeto IKI TerraMar, desenvolvido nas Áreas de Proteção Ambiental (APAs) de Guadalupe e da Costa dos Corais, em Pernambuco — uma das regiões costeiras mais biodiversas do Atlântico Sul. A ministra se reuniu com representantes do ICMBio, da GIZ, de organizações locais de pescadoras e pescadores, além de lideranças comunitárias e da academia.
IKI Knowledge Journey – Aprendizado em Rede
6º Encontro IKI Brasil — Rede Climática Sustentável
Em setembro de 2023, Brasília recebeu o 6º Encontro IKI Brasil, consolidando a retomada presencial dos encontros anuais e ampliando a participação de atores de diferentes setores.
Com o tema “Rede Climática Sustentável”, o evento celebrou a colaboração interprojetos e reforçou o conceito de que a força da IKI está nas conexões.
5ª Chamada Internacional da IKI — Novas Oportunidades Globais
Em março de 2024, a IKI lançou a sua 5ª Chamada Internacional de Projetos dentro do programa IKI Small Grants, reforçando seu compromisso com a diversificação de atores e formatos de financiamento climático. A chamada, aberta a organizações de todo o mundo, priorizou propostas voltadas à mitigação e adaptação climática, preservação da biodiversidade, e desenvolvimento de instrumentos financeiros sustentáveis.
Diferentemente das edições anteriores, esta chamada incorporou novos critérios de inovação social e territorialidade, incentivando soluções comunitárias e modelos escaláveis de ação local. Com aportes entre 60 mil e 200 mil euros, os projetos selecionados passaram a compor um portfólio de iniciativas de baixo custo e alto impacto, voltadas à justiça climática, inclusão e equidade de gênero.
Lançamento do PoMuC II — Uma Nova Fase para a Interface IKI Brasil
A Cooperação Brasil-Alemanha celebrou o lançamento oficial do Programa Políticas sobre Mudança do Clima II (PoMuC II) — segunda fase do projeto de interface IKI Brasil. O evento reuniu representantes do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Embaixada da Alemanha, GIZ, ZUG e diversos projetos da rede IKI, simbolizando o início de uma etapa marcada por gestão compartilhada, integração temática e foco em resultados mensuráveis.
O PoMuC II foi concebido para fortalecer a governança e o impacto da cooperação climática no Brasil. A nova fase consolidou o PoMuC II como espinha dorsal da IKI Brasil, responsável por traduzir a cooperação internacional em políticas públicas, articulação intersetorial e soluções práticas para a mitigação e adaptação climática. O programa também passou a desempenhar papel estratégico na preparação da rede IKI para a COP30, apoiando a sistematização de resultados, a narrativa conjunta e o posicionamento da IKI Brasil no cenário internacional.
Mais do que um novo contrato, o PoMuC II representa uma transformação de cultura: a consolidação de uma rede que aprende e evolui em conjunto, orientada pela justiça climática e pelo compromisso com um futuro sustentável para o Brasil.
7º Encontro IKI Brasil — Rumo à COP30: Parcerias Estratégicas por Justiça Climática
Encontro Interfaces IKI América Latina e Caribe (IKI LAC) — Cooperação Regional em Movimento
A cidade de Bogotá (Colômbia) sediou o Encontro das Interfaces IKI América Latina e Caribe (IKI LAC), reunindo representantes das equipes de interface do Brasil, Colômbia, Costa Rica, México e Peru, além de integrantes da ZUG (Zentrum für Internationale Klimaschutz-Initiativen), do CDAP e de ministérios alemães.
O encontro teve como principal objetivo fortalecer a cooperação entre países parceiros da região, promovendo a troca de experiências e sinergias temáticas. Foram discutidos temas como financiamento climático regional, integração de políticas públicas, educação e comunicação climática, além de estratégias conjuntas de visibilidade e engajamento para a COP30.
O Brasil apresentou seus avanços com a Interface IKI e compartilhou práticas de gestão de conhecimento, articulação institucional e comunicação estratégica, que se tornaram referência para outros países. O evento consolidou a IKI LAC como uma rede continental de aprendizagem e cooperação, mostrando que a força da IKI está tanto na escala global quanto na capacidade de adaptação regional.
Bonn Climate Meetings — O Brasil em Diálogo com o Mundo
Em junho de 2025, representantes da rede IKI Brasil participaram dos Bonn Climate Meetings, na Alemanha — um dos principais espaços preparatórios para a COP30. O evento reuniu cerca de 140 participantes, entre governos, instituições multilaterais, agências implementadoras e especialistas, para discutir avanços no financiamento climático, transparência global e integração entre clima e biodiversidade. Durante o encontro, o Brasil foi apresentado como caso exemplar de implementação territorial de políticas climáticas, com destaque para a integração entre mitigação e adaptação, o fortalecimento de mecanismos de governança local e a incorporação da justiça climática como princípio orientador das ações.
Representantes da GIZ, ZUG, MMA, MRE, e da Embaixada da Alemanha em Brasília participaram de painéis que mostraram como a cooperação técnica tem produzido resultados concretos — do desenvolvimento de instrumentos financeiros verdes ao apoio na revisão da NDC brasileira e à expansão de políticas subnacionais de clima. O evento também reforçou o papel da IKI como ponte entre a política global e a prática local, apresentando o modelo de gestão do PoMuC II como referência de integração, inovação e transparência para a rede internacional.
8º Encontro IKI Brasil — Finanças Sustentáveis para Clima e Biodiversidade
No mês de julho de 2025, Brasília sediou o 8º Encontro IKI Brasil, que reuniu projetos, ministérios e parceiros sob o tema “Finanças Sustentáveis para Clima e Biodiversidade”. O evento foi concebido como um espaço de reflexão e articulação em torno de um dos maiores desafios da década: mobilizar o setor privado e os instrumentos financeiros em favor da ação climática e da proteção ambiental.
COP30 Belém
Em novembro de 2025, o Brasil sedia pela primeira vez uma Conferência das Partes (COP) sobre clima. A COP30, realizada em Belém do Pará, representou um marco não apenas para a diplomacia climática brasileira, mas também para a visibilidade da Iniciativa Internacional para o Clima (IKI) e de toda a rede de projetos apoiados pela Alemanha no país. A escolha de Belém — cidade situada no coração da Amazônia — simboliza o reencontro entre o debate climático global e a realidade dos territórios que concentram a maior biodiversidade do planeta.