
Organizações que atuam com adaptação às mudanças climáticas e conservação dos ecossistemas podem concorrer a até US$ 250 mil por projeto na 8ª chamada do Global EbA Fund, financiado pela International Climate Initiative (IKI), do governo alemão. As propostas podem ser enviadas até 26 de outubro de 2026, com projetos de até 24 meses.
O fundo tem como secretarias a IUCN e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP) e apoia iniciativas que buscam ampliar a Adaptação Baseada em Ecossistemas (EbA) — abordagem que utiliza a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos para ajudar pessoas e comunidades a enfrentar os impactos das mudanças climáticas.
Que projetos podem receber o financiamento?
A chamada busca iniciativas inovadoras e catalíticas, capazes de superar barreiras à adoção e à ampliação da EbA. Entre os temas apoiados estão:
- preparação de projetos para acessar investimentos de maior escala;
- tecnologias e soluções inovadoras para adaptação;
- pesquisa aplicada e produção de dados e evidências;
- fortalecimento de capacidades técnicas e institucionais;
- redes de aprendizagem e intercâmbio de conhecimento;
- integração entre iniciativas de EbA e Soluções Baseadas na Natureza (SbN);
- desenvolvimento de políticas públicas, mecanismos financeiros e soluções de governança.
Os projetos devem demonstrar uma relação clara entre riscos climáticos, vulnerabilidades e medidas de adaptação, além de gerar benefícios tanto para as pessoas quanto para a natureza.
Um dos principais requisitos é que as propostas não sejam iniciativas isoladas de implementação em campo. Elas devem partir de trabalhos existentes e contribuir para preencher lacunas, ampliar impactos, influenciar políticas, fortalecer capacidades ou preparar iniciativas para investimentos futuros.
Quem pode participar?
Podem apresentar propostas organizações legalmente constituídas, como:
- ONGs e organizações comunitárias;
- organizações de povos indígenas;
- universidades e instituições acadêmicas;
- institutos de pesquisa e think tanks;
- organizações intergovernamentais;
- empresas privadas, sob determinadas condições;
- consórcios de organizações.
Órgãos governamentais não podem receber diretamente os recursos, mas podem participar de parcerias e consórcios sem serem beneficiários financeiros.
As propostas também devem envolver organizações locais e demonstrar experiência relacionada ao tema e ao território de atuação. O edital considera ainda participação comunitária, conhecimentos indígenas e tradicionais, perspectiva de gênero e salvaguardas sociais e ambientais.
E o Brasil?
O foco geográfico prioritário desta chamada são os Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento (SIDS) e os Países Menos Desenvolvidos (LDCs) elegíveis à Assistência Oficial ao Desenvolvimento (ODA).
O Brasil também é elegível à ODA em 2026 e, portanto, pode apresentar propostas. No entanto, por não fazer parte dos grupos geográficos prioritários, projetos brasileiros precisam demonstrar ambição excepcional e oportunidades relevantes de ampliar a Adaptação Baseada em Ecossistemas, além de atender aos demais critérios do edital.
Como as propostas serão avaliadas?
A abordagem de EbA representa 40% da avaliação, considerando a aplicação dos princípios da abordagem, a qualidade do desenho e da metodologia e aspectos de inclusão social e de gênero.
Os demais critérios têm peso de 20% cada:
- contribuição inovadora e catalítica;
- sustentabilidade dos resultados;
- arranjos institucionais e orçamento.
Cada projeto selecionado poderá receber até US$ 250 mil, com duração máxima de 24 meses.
As candidaturas devem ser apresentadas em inglês, por meio da plataforma indicada pelo Global EbA Fund. O prazo termina em 26 de outubro de 2026.
O edital completo e os documentos para candidatura estão disponíveis no Global EbA Fund.