As mulheres representam quase metade dos cerca de 1 milhão de pescadores artesanais no Brasil. Estão em todas as etapas: pescam, limpam, descascam, coletam mariscos, consertam redes, vendem. São elas que sustentam famílias, preservam conhecimentos tradicionais e mantêm viva a cultura da pesca.
Mesmo com esse papel central, por muito tempo ficaram à margem do reconhecimento. Só em 1980 passaram a ter direito ao registro de pesca, e até hoje muitas atividades realizadas principalmente por mulheres — como fazer redes, coletar mariscos ou beneficiar o pescado — ainda não entram oficialmente nas estatísticas do setor.
A rotina também não é simples. São horas no mangue, andando na lama, curvadas, puxando peso, remando, carregando baldes e caixas. Sol forte, chuva, vento e água fria fazem parte do dia a dia e acabam afetando a saúde. Além disso, a informalidade, a dificuldade de acesso a políticas públicas, crédito, documentação e equipamentos adequados tornam tudo ainda mais difícil. E, para completar, mudanças climáticas, desastres ambientais e a pressão imobiliária vêm impactando diretamente essas atividades, aumentando a insegurança.
Produzido pelo Projeto TerraMar (MMA, GIZ/IKI), o documentário acompanha de perto a realidade de mulheres pescadoras no litoral de Pernambuco e Alagoas, mostrando os desafios que elas enfrentam e a importância do seu trabalho.
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https://www.youtube.com/watch?v=inSUcpMsElM&t=82s